Análise Tales of Zestiria

por: catita520 a: 2015-12-04 às: 20:56:18

A longa espera terminou, Tales of Zestiria finalmente chegou mas não deslumbrou.

O Tales of Zestiria é um RPG desenvolvido pela Bandai Studios, pertence à grande franquia Tales of e é o primeiro a ser lançado para a Playstation 4 e para o Steam.

Num mundo onde coexistem humanos e seraphs, uma espécie de humanos com afinidade com os elementos, o caos instala-se quando as nações de Hylan Kingdom e Rolance Empire entram em guerra. Devido à discordia e ao medo, as emoções negativas da humanidade começam a aumentar, a isto dá-se o nome de “malevolence”, que transforma os mortos e até mesmo objectos em monstros, conhecidos no mundo do jogo por Hellions.  

Os humanos não conseguem ver os seraphs, estes vivem separados dos humanos em Elysia, uma aldeia protegida da “malevolence”. Nesta aldeia foram criadas duas crianças, protegidas do mundo exterior,  Sorey um humano com a habilidade única de ver seraphs e Mikleo um seraph com a afinidade ao elemento de Água.

Durante a exploração das ruínas perto de Elysia, os jovens Sorey e Mikleo encontram uma jovem rapariga, Alisha, a princesa de Hylan que por mera coincidência é uma das grandes nações em conflito.

Alisha conta a Sorey e a Mikleo, embora ela não tenha conhecimento da sua presença, porque como já vos disse os humanos não conseguem ver nem ouvir os seraphs, o que se passa no mundo dos humanos, que a Era do Caos começou e que só o Shepherd os poderá salvar. Caso não saibam, o Shepherd é um humano capaz de comunicar e ligar-se com seraphs que recebeu os seus poderes através de um ritual feito pelo Prime Lord, não parece nada rabiscado pois não? Motivados pela coragem de Alisha e compelidos pelo seu fanatismo da lenda do Shepherd, os dois jovens decidem partir de Elysia.

Assim começa a nossa aventura em Tales of Zestiria, durante a sua jornada Sorey faz um pacto com a Lady of the Lake, a tal Prime Lord, um seraph com a afinidade ao elemento do Fogo que acompanha e orienta o Shepherd na sua demanda para derrotar o “Lord of  Calamity”, um Hellion muito poderoso que quer dominar o mundo.

A história deste Tales of Zestiria está demasiado simples e repleta de clichés já bem conhecidos nos JRPG’s, com personagens bidimensionais que assemelham-se até personagens de outros títulos da franquia. Para além da história principal, destruição da “malevolance”, existem missões secundárias que apesar de serem pouco elaboradas e sem grande interesse, aprofundam um pouco mais sobre o passado das personagens.

Zesteria_GraphicsZestiria foi apresentado como um jogo de mundo aberto, o que ia afasta-lo dos anteriores jogos da franquia. Porém na realidade o jogo é igual aos anteriores, mas com mapas maiores o que pode dar a ilusão de mundo aberto, mas que não passa disso mesmo, uma ilusão. Costuma-se dizer que nem tudo o que é maior é melhor, este é um desses casos, pois passamos a maior parte do tempo a caminhar de um lado para o outro em sítios vazios e pouco detalhados onde apenas lutamos contra ou evitamos hellions. Talvez um único ponto positivo destes enormes mapas é o facto de pela primeira vez num Tales of não saltarmos para uma arena de combate mas sim lutar no mapa em si, criando assim um ambiente mais real de batalha.

Durante a exploração dos mapas podem ser encontrados Discovery Points, são objectos, monumentos ou animais que nos permitem aceder a cenas de interação entre as personagens, por vezes temos cenas cómicas, sérias e ainda de conhecimento, trazendo ao jogo um pouco de leveza em relação ao objectivo principal do jogo. Por vezes quando se encontra objectos e/ou pessoas para interagir é dificil encontrar a posição certa para que apareça a opção de visualizar ou falar, o mesmo para abrir baús e opção para subir ou saltar uma plataforma.

Para explorar os mapas e auxiliar no combate o jogo implementa os Support Talents, cada personagem tem diferentes habilidades. Como Support Talents temos: encontrar discovery point (paisagens e monolits), dinheiro, normies, curar, fazer comida e obter pontos de fusão entre outros. 

Chegamos então a um tópico estranho, a Support Talentsfusão de equipamentos. Para fazer fusão de equipamentos podemos usar os pontos de fusão ou gastar dinheiro nas shops, basta termos dois equipamentos com o mesmo nome. Cada equipamento tem quatro espaços, se juntamos equipamentos onde os espaços preenchidos no mesmo espaço, vai juntar as habilidades ou criar uma habilidade, espaços diferentes adiciona as habilidades nesses espaços. É tudo um pouco confuso e nunca se sabe bem o que vai sair da fusão dos mesmos.

Depois temos os equipamentos, aqui também temos novidades, as unions, que permitem obter melhores características nos equipamentos. Existem dois tipos as G-Unions, ter cinco equipamentos do mesmo grupo na vertical aumentado os atributos da personagem por vinte e os E-Unions, que são activados quando se coloca pelo menos 2 atributos em linha colados um ao outro na horizontal, se existir na horizontal dois pares de dois atributos separados por uma casa temos o efeito a dobrar. Quanto maior o union melhor ficam as características e atríbutos dos equipamentos.

O sistema de combate, mantêm-se a utilização de ataques físicos, artes e mystic artes. Com a novidade da Armatization, para iniciar o link entre o humano e o seraphim é necessário ter 1 Blast Gauge (BG), que consiste numa barra que enche quando atacamos e defendemos com sucesso. Esta mesma barra afecta não só as armatization como também as mystic artes, uma característica já existente nos outros jogos da franquia, que permite executar um ataque especial, por isso temos que pensar bem as nossas estratégias. Embora nem sempre conseguimos fazer aquilo que queremos, porque por vezes funcionam à primeira, ou nunca funcionam e outras funcionam sozinhas.

A banda sonora sempre dentro do que esperamos de um Tales, sempre butal. Adequada a cada área que estamos, batalhas e história, tão bem aplicada que por vezes ficamos tão arrepiados ou com vontade de largar uma lágrima. 

MenuEm relação aos restantes jogos da franquia, achei que o jogo foi mais pequeno mesmo com os mapas grandes e o conteúdo opcional. Talvez por ter um DLC diminuiram o tempo da história principal ou então porque já não havia mais para inventar.

Ao longo da jornada em Tales of Zestiria, tive experiências altas e outras menos boas, ficando a aquém dos outros títulos da franquia. Para mim os pontos altos foram a banda sonora, deixar de ser transportada para uma arena de combate, as piadas escondidas nos discovery points, as cinemáticas sempre com gráficos rutais enquanto que os pontos menos bons foram a história envolvente, personagens muito semelhantes às anteriores da franquia e os controlos do jogo.

Agora para finalizar esta pequena grande análise de Tales of Zestiria, a minha nota final 3,5. 

 

 

 

 

 

 

 

 

comments powered by Disqus